O governo federal prevê remanejar cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para custear medidas anunciadas nas últimas semanas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à tentativa de reeleição.
A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira (19) pelo MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento), em nota à imprensa que contesta reportagens sobre o impacto fiscal do chamado “pacote de bondades”.
Segundo a pasta, a necessidade de remanejamento corresponde a pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos previsto para o próximo ano.
Entre as medidas anunciadas pelo Executivo estão o reajuste do Bolsa Família, a promessa de ampliação do Pé-de-Meia para estudantes universitários, a terceira edição do programa Desenrola e a criação do chamado Pix MEI, que prevê transferências de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais.
O reajuste do Bolsa Família, anunciado em setembro, elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777. A medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e custo adicional estimado em R$ 22,7 bilhões em 2027, segundo dados divulgados pela equipe econômica.
Na área da educação, Lula prometeu criar uma nova modalidade do Pé-de-Meia para universitários em um eventual próximo mandato. A proposta prevê pagamentos mensais de R$ 700 durante dez meses do ano e depósitos adicionais de R$ 2,5 mil ao fim de cada ano de graduação.
