Em meio ao caos que Fança enfrenta com protestos generalizados, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou nesta segunda-feira (19): “Estamos diante de uma grande confusão, para dizer o mínimo”.
Na verdade, ele talvez tenha até subestimado a situação. Após distúrbios generalizados no fim de semana que, segundo estimativas, causaram prejuízos de centenas de milhões de dólares em danos ao patrimônio e furtos, a França enfrenta uma combinação tóxica de revolta urbana, deriva política e crise econômica.
A desordem do fim de semana ocorreu em grandes cidades por todo o país, levando o ministro do Interior, Laurent Nuñez, a oferecer sua renúncia devido à falha da polícia em conter os distúrbios.
Houve roubos desenfreados em Paris, Marselha, Bordeaux e outras cidades; o prédio da prefeitura de Limoges, que sobreviveu a duas guerras mundiais, foi severamente danificada por um incêndio, e a torre de seu relógio desabou.
A violência do fim de semana resultou em cerca de 2.400 prisões e acontece após semanas de protestos de estudantes franceses, indignados com a precariedade das escolas, a falta de professores e as perspectivas sombrias de emprego.
Mais de 6.000 pessoas foram detidas durante os protestos estudantis, que começaram no início do ano letivo de outono, e mais de 100 escolas sofreram danos.
Novas manifestações estão programadas para o próximo fim de semana. Em novembro, sindicatos planejam realizar greves.
