Ter mamas densas não é uma doença. Mas é uma informação que pode mudar a maneira como avaliamos o risco de câncer de mama e, em algumas mulheres, a própria estratégia de rastreamento.
O que é densidade mamária?
Primeiro, é preciso desfazer um mal-entendido comum. Densidade mamária não tem nada a ver com o tamanho da mama, com a firmeza ou com aquilo que se sente ao toque. Uma mama pequena pode ser densa; uma mama grande pode não ser.
A densidade é uma característica interna, observada na mamografia. Ela diz respeito à proporção entre dois tipos de tecido: o tecido fibroglandular (as glândulas e o tecido de sustentação) e o tecido gorduroso. Quanto mais tecido fibroglandular e menos gordura, mais densa é a mama.
É mais comum em mulheres jovens e tende a diminuir com a idade, à medida que o tecido glandular vai sendo substituído por gordura - mas muitas mulheres permanecem com mamas densas por toda a vida.
Os quatro tipos de mama em relação à densidade
No laudo da mamografia, o radiologista classifica a densidade em quatro categorias, de A a D - é a chamada classificação BI-RADS. Vale a pena conhecê-las:
Categoria A - mamas quase inteiramente compostas por gordura. Cerca de 10% das mulheres. A mamografia permite uma visualização muito clara.
Categoria B - algumas áreas dispersas de tecido fibroglandular. Cerca de 40% das mulheres. A mamografia ainda apresenta boa capacidade de detecção.
Categoria C - mamas heterogeneamente densas, com bastante tecido fibroglandular.
