Em maio de 2024, um grupo com dezenas de pessoas estava em busca de auroras austrais (fenômeno luminoso como as auroras boreais, mas no hemisfério Sul) na região do Lago Clifton, na Austrália Ocidental. Com curiosidade, os turistas entraram em uma área restrita no lago e pisaram em aparentes pedras que estavam no chão. O problema é que essas simples “pedras” guardavam organismos vivos há 2 mil anos, que foram destruídos após serem pisoteados.
Chamadas de microbialitos, essas estruturas se parecem com “pedras” (como as que você vê na imagem abaixo), e são formadas pela ação de comunidades de microrganismos, como as bactérias, em ambientes aquáticos.
Tipos de microbialitos, estruturas que preservam antigas formas de vida microbianas da Terra
Allen and Martin/Alcheringa/Reprodução
Embora esses seres sejam pequenos demais para serem vistos individualmente a olho nu, eles podem se agrupar ao longo de milhões de anos e formar uma espécie de camada sobre o fundo de lagos e mares rasos. Nessa camada, os microrganismos ajudam a prender pequenos grãos de areia e outras partículas presentes na água. Eles também podem favorecer o acúmulo de minerais, que endurecem e contribuem para o crescimento da estrutura ao longo do tempo.
Essas estruturas estão entre as evidências mais antigas conhecidas da vida na Terra. Na região de Pilbara, também na Austrália Ocidental, há fósseis de microbialitos preservados em rochas com quase 3,5 bilhões de anos.
Como a ação humana ameaça as evidências mais antigas de vida na Terra
