O furto de energia ocorre de diferentes formas. Entre as mais comuns estão as conexões feitas diretamente na rede, sem passagem pelo medidor, e as adulterações dos equipamentos para registrar um consumo inferior ao real. Essas práticas integram as chamadas perdas não técnicas, que incluem o furto de energia - eletricidade consumida, mas não contabilizada corretamente pelos medidores de energia - e outras irregularidades.
Além das ligações clandestinas, há o perigo das instalações improvisadas. Cabos e transformadores podem receber uma carga superior à prevista, provocando aquecimento, oscilações de tensão e interrupções no fornecimento de energia. Intervenções feitas sem os cuidados técnicos necessários também aumentam o risco de choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios.
As consequências não ficam restritas ao imóvel onde a fraude foi cometida. Uma falha em um transformador pode deixar várias ruas sem luz. Mesmo sem uma interrupção completa, oscilações de tensão podem danificar eletrodomésticos, computadores e equipamentos comerciais.
Em hospitais e clínicas da família, a continuidade do abastecimento é essencial para o funcionamento de equipamentos médicos, além de manter a conservação de medicamentos e outros insumos, mesmo nas unidades que dispõem de sistemas de emergência como geradores de energia.
