A produção de carne suína da China cresceu 3,2%, atingindo 45,08 milhões de toneladas métricas nos primeiros nove meses de 2026, segundo dados do governo divulgados nesta segunda-feira, à medida que os produtores intensificaram o abate para reduzir o plantel.
O país abateu 537,39 milhões de suínos durante o período, um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Departamento Nacional de Estatísticas (NBS).
Sendo responsável por cerca de metade da criação mundial de suínos, a China tem enfrentado um problema de excesso de capacidade devido à fraca demanda dos consumidores.
“As perdas financeiras levaram os suinocultores a aumentar o abate e a venda”, disse Pan Chenjun, analista sênior de proteína animal do Rabobank em Hong Kong.
As autoridades intensificaram os esforços para conter o excesso de capacidade, instando os principais produtores a reduzir os estoques de porcas reprodutoras e a manter o peso dos suínos em torno de 120 kg, ao mesmo tempo em que restringiram o crédito e os subsídios.
O setor suinícola nunca havia sofrido perdas financeiras “profundas” que durassem de três a quatro meses com a intensidade observada neste ano, quebrando recordes históricos, afirmou Wang Zuli, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, entidade apoiada pelo Estado, em uma conferência agrícola realizada em Dalian na semana passada.
