A reforma tributária, apresentada como uma simplificação dos impostos sobre o consumo, pode impor novos custos e pressionar o caixa das empresas durante sua implementação, alertam especialistas que defendem mais tempo para adaptação. A declaração ocorreu durante o seminário Reforma Tributária em Ajuste, promovido pelo Instituto Unidos Brasil e pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN).
Com a substituição de PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) prevista para 2027, eles apontam dificuldades para testar sistemas, ajustar documentos fiscais e planejar o aproveitamento de créditos tributários.
Os alertas foram apresentados pela presidente do Mulheres no Tributário, Carolina Brasil, pelo consultor tributário da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Gilberto Alvarenga, e pelo consultor tributário da Febrac, Eduardo Araújo.
Para Carolina, a mudança exige uma reorganização que ultrapassa os departamentos jurídico e contábil. Compras, vendas, logística e formação de preços precisam acompanhar as novas regras para evitar que decisões comerciais se transformem em prejuízo.
“Quando falamos em tributação do consumo, falamos em algo que afeta diretamente a precificação do produto e do serviço”, afirmou.
