O Superior Tribunal de Justiça (STJ) exonerou Humberto Fontoura Pradera do cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação. Ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira (19/10).
A exoneração foi determinada pelo presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, na última sexta-feira (16/10). Pradera ocupava um cargo comissionado e não é servidor concursado.
De acordo com as investigações da PF, Pradera teria vazado informações de processos em tramitação na Corte para o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
Os mandados foram cumpridos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pradera é investigado pelos crimes de violação de sigilo funcional, peculato eletrônico, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Outras possíveis infrações também poderão ser identificadas durante as investigações.
Salomão também determinou, nesta segunda-feira, a instauração de um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o servidor Daimler Alberto de Campos. Ele foi denunciado ao STF pelos crimes de corrupção passiva e violação de sigilo funcional no âmbito da investigação sobre venda de sentenças.
