A fabricante de equipamentos catarinense WEG vê espaço para ampliar a nacionalização de componentes dos sistemas de armazenamento de energia em baterias à medida que o mercado brasileiro ganhe escala e previsibilidade de demanda. Segundo Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da companhia, o avanço deve se concentrar nas etapas em que o país já possui competência e competitividade industrial.
Hoje, boa parte dos equipamentos é importado principalmente de países asiáticos. No curto prazo, Manfred prevê que as células continuarão sendo importadas, já que esses componentes são produzidos por uma cadeia global com escala e competitividade que ainda não existem no Brasil.
“A estratégia é nacionalizar as etapas em que o Brasil já possui competência e competitividade industrial”, afirmou em entrevista.
Entre as áreas citadas estão os sistemas de conversão de potência e inversores, transformadores, painéis de média tensão, controle, automação e os sistemas de gerenciamento de energia, conhecidos pela sigla EMS. A estratégia também abrange engenharia, integração dos equipamentos e serviços.
O executivo defende que o conteúdo local avance de maneira gradual e compatível com a maturidade da cadeia brasileira. “Com escala e previsibilidade de demanda, podemos aumentar progressivamente o conteúdo nacional sem comprometer a competitividade dos projetos”, disse.
Para que isso aconteça, o setor precisa de uma demanda firme. O governo fez a primeira sinalização.
