A WEG defende avanços na regulação para permitir que os sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS, sejam remunerados pelos diferentes serviços que prestam ao setor elétrico. Segundo Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da companhia, combinar fontes de receita é necessário para desenvolver o mercado, além do primeiro leilão previsto para dezembro.
“O primeiro leilão é fundamental para criar escala, mas o mercado não pode depender exclusivamente dele”, afirmou em entrevista à CNN.
Entre as atividades citadas pelo executivo estão a disponibilidade de capacidade, a arbitragem de energia, o controle de frequência e tensão, os serviços ancilares e o suporte à rede.
“Quando conseguirmos combinar essas diferentes fontes de receita, o BESS passa a ter uma lógica econômica própria e tende a ser considerado naturalmente em projetos de geração, transmissão, distribuição e também por consumidores industriais”, disse.
Para os projetos que serão contratados nos leilões de dezembro, as diretrizes do Ministério de Minas e Energia preveem remuneração por disponibilidade de potência, com contratos de 15 anos e início de suprimento em 1º de agosto de 2028.
