Candidatos Flávio Bolsonaro e Lula participam de debate da Band antes do 2º turno das eleições.
REUTERS/Jean Carniel
As campanhas de desconstrução ficaram em evidência no debate da Band neste domingo (18). O objetivo foi aumentar a rejeição do adversário, mostram pesquisas qualitativas. Isso gera um efeito colateral do desencantamento do eleitor. Ao invés de um debate propositivo, aconteceu o contrário.
Parecia que o segundo turno seria pautado de forma diferente, com soluções mais concretas para o futuro. Mas diante de uma disputa muito acirrada, com um cenário de indefinição, a estratégia mudou.
Ao invés de propostas, acusações. Quem perdeu foi eleitor, segundo aferiu pesquisas em grupos de debates. Principalmente aquele eleitor que está indefinido ou não foi votar no primeiro turno.
Questões como o ajuste fiscal não foram aprofundadas. Os candidatos evitaram falar de temas necessários que são impopulares.
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A Quaest foi um dos institutos que realizaram pesquisas qualitativas.
Os resultados apontaram Flávio Bolsonaro como mais seguro, direto e claro. Mas, os entrevistados perceberam que ele fugiu de perguntas feitas pro Lula e que evitou abordar temas sobre os quais parecia menos preparado.
Já Lula foi visto como muito preparado para tratar de saúde, mas com respostas, em geral, confusas, carregadas de números e difíceis de acompanhar.
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