A Ri Happy, uma das maiores varejistas de brinquedos do Brasil, pediu entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo.
O processo foi protocolado no domingo (18), tem valor da causa de R$ 827,4 milhões e inclui outras cinco empresas do grupo, e confirmado nesta segunda-feira (19).
O pedido ocorre menos de dois meses depois do grupo passar por uma mudança de controle acionário.
O procedimento envolve seis empresas, incluindo a PBKids, e tem como objetivo reorganizar os compromissos financeiros, preservar o funcionamento das operações e evitar que as dificuldades de caixa comprometam a continuidade do negócio.
A companhia informou que já obteve adesão expressiva de credores ao processo de renegociação, mas não detalhou publicamente as condições de pagamento negociadas.
Diferentemente da recuperação judicial tradicional, a recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente com determinados grupos de credores e posteriormente submeta o acordo à homologação da Justiça.
O mecanismo costuma ser utilizado quando a companhia consegue construir previamente um entendimento com parte relevante dos detentores de suas dívidas.
A Ri Happy informou que suas lojas físicas e plataformas de comércio eletrônico continuam funcionando normalmente. A empresa também afirmou que mantém os preparativos para a Black Friday e o Natal, dois períodos estratégicos para o setor de brinquedos, quando as vendas ganham importância para o faturamento anual.
