A Polícia Federal (PF) realiza nesta segunda-feira, 19, no Distrito Federal, a Operação Linceu. Os agentes cumprem mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra Humberto Pradera, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O nome dele foi divulgado pelo portal Uol.
O STJ exonerou Pradera do cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação na sexta-feira 16. A PF investiga se ele facilitou o acesso indevido de terceiros a informações de processos.
Segundo a investigação, o escritório do advogado Willer Tomaz recebia minutas de decisões do STJ e pareceres do Ministério Público Federal (MPF) antes da publicação oficial. Pradera atuava como interlocutor no esquema.
Crimes investigados
A operação apura suspeitas de violação de sigilo funcional, peculato eletrônico, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Em agosto, a PF cumpriu busca contra Tomaz em investigação sobre lavagem de dinheiro desviado de aposentadorias para o senador Weverton Rocha (PDT-MA).
O presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, abriu procedimento interno na semana passada. “As medidas criminais estão em andamento e são sigilosas, e sobre elas o Tribunal não vai se manifestar”, informou a Corte.
No entanto, Tomaz “nega categoricamente ter obtido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou pareceres sigilosos, assim como ter interferido ou ajustado o conteúdo de manifestações do Ministério Público Federal”.
