Criada para levar internet a regiões remotas, a Starlink, serviço da SpaceX, ganhou importância em guerras, crises humanitárias e protestos. Na Ucrânia e no Irã, a rede ajuda a manter comunicações mesmo quando a infraestrutura convencional é destruída ou bloqueada.
Essa dependência amplia a influência de Elon Musk sobre comunicações essenciais e preocupa governos. Enquanto empresas e países desenvolvem alternativas, a capacidade de substituir a rede ainda é um desafio.
Como funciona a Starlink?
A Starlink conta com quase 10 mil satélites em órbita baixa, a cerca de 550 quilômetros da superfície terrestre. Os satélites tradicionais de comunicação ficam a aproximadamente 36 mil quilômetros de altitude. Como estão mais próximos, os equipamentos da SpaceX conseguem transmitir dados com menos atraso.
Os satélites trocam informações entre si por feixes de laser. Para acessar o serviço, o usuário precisa de um terminal com antena que acompanha os equipamentos em órbita e de um roteador para distribuir a conexão.
A tecnologia foi desenvolvida para atender regiões onde a instalação de cabos ou fibra óptica é inviável ou muito cara. Em zonas de conflito, essa característica permite manter a comunicação quando as redes locais deixam de funcionar.
Da Ucrânia ao Irã, a rede ganha importância nos conflitos
Na Ucrânia, a Starlink passou a ser uma ferramenta importante desde a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.
