A polícia israelense informou nesta segunda-feira que prendeu 10 suspeitos no âmbito de uma investigação sobre incidentes violentos ocorridos na Cisjordânia ocupada no fim de semana, incluindo ataques separados contra uma fotojornalista do Washington Post e diplomatas europeus.
Os Estados Unidos, aliado mais próximo de Israel, defenderam uma repressão à violência dos colonos e a prisão dos autores do ataque à fotojornalista do Washington Post. França, Bélgica e Polônia, cujos diplomatas foram atacados, também exigiram que Israel tomasse medidas.
A polícia informou que os suspeitos foram detidos em uma operação realizada antes do amanhecer sob suspeita de envolvimento em atos de violência, violação de uma ordem de zona militar fechada e construção ilegal.
Os suspeitos, cujas identidades não foram reveladas pela polícia, foram levados sob custódia para interrogatório. A Rádio do Exército de Israel informou que eles são cidadãos israelenses.
Processos contra colonos israelenses são raros.
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse no X que as prisões foram “um desdobramento muito positivo na busca e punição daqueles que atacaram e espancaram violentamente” a jornalista do Washington Post Heidi Levine.
Colonos israelenses mascarados foram filmados na sexta-feira agredindo Levine, uma cidadã norte-americana que cobria a colheita de azeitonas palestina na Cisjordânia. Levine foi levada ao hospital e passou por uma cirurgia em um dedo.
Polícia israelense prende suspeitos de ataques de colonos contra jornalista dos EUA e diplomatas europeus
