A qualidade do ar em Manaus (AM) foi classificada como “muito ruim” no domingo (18) em meio à densa fumaça provocada por queimadas no Amazonas e em outros estados.
Segundo a Defesa Civil municipal, a concentração de material particulado fino (MP2,5) atingiu 94,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) às 9h30 do domingo (18), com base em dados da plataforma PurpleAir, que reúne informações de 14 sensores espalhados pela cidade.
A situação levou autoridades a recomendar o uso de máscaras pela população. Além disso, a recomendação inclui ingerir bastante água e evitar atividades físicas.
A qualidade do ar é medida em cinco níveis, do bom ao péssimo, e Manaus chegou a registrar índices ainda piores durante o final de semana, antes de recuar para o nível três, classificado como “ruim”.
Impactos na saúde e no cotidiano da população
A fumaça tem provocado consequências diretas na saúde dos moradores. De acordo com a prefeitura local, os atendimentos médicos por problemas respiratórios aumentaram 10%.
Parte da população, no entanto, ainda não buscou atendimento e tenta lidar com os sintomas em casa. Grupos mais vulneráveis, como idosos, recém-nascidos e pessoas com doenças respiratórias preexistentes, são os mais afetados pela elevada concentração de detritos no ar.
As consequências se estendem também à rotina educacional. As universidades estadual e federal, além das redes de ensino público municipal e estadual, suspenderam as aulas em razão da qualidade ruim do ar.
