A Polícia Federal (PF) investiga o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por suspeita de lavagem de dinheiro em operações envolvendo o advogado Willer Tomaz. O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A informação foi publicada inicialmente pelo Estadão e confirmada pela Jovem Pan.
A investigação é um desdobramento de um inquérito da PF no Rio Grande do Sul que apura suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas esportivas. Flávio classificou as acusações como “fake news”. Willer negou irregularidades e questionou a divulgação do caso às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.
Durante a apuração, os investigadores encontraram indícios de que Willer controlaria a Rede Loto, empresa de apostas autorizada a operar no Rio de Janeiro em 2023. A partir da quebra do sigilo telemático do advogado, a PF identificou mensagens, e-mails e outros registros que apontam vínculos com Flávio Bolsonaro.
Segundo o relatório policial, os documentos analisados mostram uma relação de proximidade entre o senador e o advogado, incluindo registros de viagens, encontros e reuniões. A identificação de um parlamentar entre os envolvidos levou à remessa da investigação ao STF.
Um dos e-mails obtidos pela PF indica que Flávio estava cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária no Santander vinculada à empresa Alcazar Holdings, administrada por Willer.
