A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (19) a telisotuzumabe vedotina, uma terapia-alvo para pacientes adultos com câncer de pulmão avançado ou metastático. Com a decisão, o Brasil se torna o segundo país a aprovar a terapia. O primeiro foi os Estados Unidos.
O tratamento é destinado para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) não escamoso, um tipo do tumor que abrange cerca de 80% a 85% dos casos, e que tenham alta superexpressão (aumento anormal) da proteína c-Met (um biomarcador do câncer).
O medicamento é um ADC (anticorpo droga conjugado), que combina anticorpos com fármacos para atacar células cancerígenas, desenvolvido pela biofarmacêutica AbbVie.
A decisão da Anvisa se baseou no estudo de Fase 2 LUMINOSITY, também utilizado como base para a aprovação dos EUA. Entre os participantes com alta expressão da c-Met, em pelo menos 50% das células tumorais, os resultados foram:
taxa de resposta objetiva de 34,6%;
duração mediana da resposta de 9 meses;
sobrevida global mediana de 14,6 meses.
Como funciona a terapia-alvo?
Segundo a Abbvie, a terapia se liga à c-Met, um receptor da tirosina quinase que pode aparecer em quantidade aumentada em alguns tumores, e entrega uma carga citotóxica (capacidade de destruição) diretamente às células que expressam a proteína, que está associada a um pior prognóstico.
Por isso, a terapia depende da identificação desse biomarcador no tumor.
