O governo da França anunciou nesta segunda-feira, 19, a adoção de toques de recolher parciais em regiões do país depois de um fim de semana marcado por protestos contra o alto custo de vida, saques e incêndios.
Os confrontos deixaram cerca de mil agentes de segurança feridos, resultaram em mais de 2,5 mil detenções e provocaram danos a aproximadamente 3 mil estabelecimentos comerciais.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu aos prefeitos que implementem as restrições a partir desta segunda-feira. Segundo ele, as medidas serão localizadas, mas o governo não descarta decretar estado de emergência.
"São atos específicos de delinquência, de saques, e está fora de questão permitir que isso continue", afirmou Lecornu. O premiê também acusou grupos de ultraesquerda de tentar provocar instabilidade política antes das eleições presidenciais de 2027.
As manifestações de sábado, 17, reuniram entre 550 mil e 800 mil pessoas em todo o país. Os participantes protestaram contra o aumento do custo de vida e a deterioração das condições de ensino. Os atos foram acompanhados por episódios de violência em Paris, Marselha, Lyon e outras cidades.
Em Marselha, manifestantes invadiram brevemente a prefeitura. A administração local estimou a participação de até 30 mil saqueadores e registrou 107 policiais feridos, três deles em estado muito grave. O escritório de turismo de Lyon e a prefeitura de Limoges também foram incendiados.
