Adolescentes conseguem acessar aplicativos de inteligência artificial que criam imagens íntimas falsas sem consentimento, mesmo com os controles parentais da Apple e do Google ativados. A conclusão é de uma investigação do Tech Transparency Project, divulgada pelo The Guardian.
Nos testes, pesquisadores baixaram 135 aplicativos desse tipo usando contas configuradas para usuários de 13 anos. Os resultados expõem falhas na classificação etária e na fiscalização das lojas digitais.
Controles parentais não barraram os aplicativos
Para realizar a investigação, a equipe criou quatro contas de teste, duas da Apple e duas do Google. Nas buscas, utilizou termos relacionados à edição de imagens e à geração de vídeos com inteligência artificial. Com esses perfis, conseguiu baixar ferramentas capazes de remover digitalmente roupas ou inserir rostos em corpos nus.
Os pesquisadores utilizaram imagens femininas geradas por IA, sem recorrer a fotografias de mulheres reais. Ainda assim, encontraram aplicativos com classificações etárias inadequadas. Um deles, que anunciava conteúdo sexual explícito, era indicado para crianças a partir de quatro anos.
A versão gratuita permitia inserir rostos em modelos com roupas íntimas, enquanto opções mais explícitas estavam disponíveis mediante pagamento. Os pesquisadores conseguiram contratar uma assinatura usando uma conta de 13 anos sem que o responsável vinculado recebesse um alerta.
