SÃO LUÍS - Um inseto de poucos centímetros pode estar na origem de uma nova cadeia industrial no Maranhão. A Biofábrica São Luís desenvolve uma plataforma para produzir proteínas alternativas a partir da criação e do processamento do Tenebrio molitor, conhecido como larva-da-farinha. A fábrica de insetos é uma das empresas residentes do Hub SENAI de Inovação e Tecnologia, em São Luís, capital do estado.
A empresa estrutura a produção no modelo de uma biorrefinaria de insetos, com aproveitamento da biomassa em diferentes etapas e aplicações. A farinha proteica é destinada ao desenvolvimento de alimentos funcionais e produtos de nutrição esportiva. O óleo tem potencial de uso nos setores alimentar, industrial e nutracêutico. Já outros componentes, como quitina e quitosana, podem ser empregados em bioplásticos, bioinsumos agrícolas e materiais biodegradáveis.
A proposta é aproveitar praticamente todo o ciclo produtivo. A criação envolve reprodução, alimentação, manejo, processamento e fracionamento da biomassa. Pupas e outros estágios do ciclo biológico também podem encontrar aplicação em diferentes cadeias.
ECOSSISTEMA - O modelo coloca a Biofábrica diante de um desafio comum a empresas de base tecnológica: transformar uma solução desenvolvida em escala experimental em uma operação industrial. É nesse ponto que a empresa encontrou no Hub SENAI de Inovação e Tecnologia uma estrutura para avançar no desenvolvimento do negócio.
