O debate entre Flávio Bolsonaro e Lula, promovido pela Band, foi o ponto mais baixo e previsível não somente de uma campanha de nível abissal, mas de uma evolução de matriz darwiniana.
Evolução reversa. Desde o advento da Nova República, a democracia brasileira vem selecionando os piores para o exercício da atividade política, no caráter, nas ideias, no preparo intelectual, na expressão verbal, nos horizontes para além das fronteiras da mediocridade. A única exceção espantosa, que sublinha ainda mais o desastre geral, ficou a cargo de FHC e de uma dezena de nomes que compunham o seu séquito.
A esquerda, sempre na vanguarda do atraso, selecionou o seu pior logo no início: Lula. A direita, por sua vez, demorou quase três décadas a mais para fazê-lo, e eis aí os Bolsonaro.
É o que temos para hoje; é o que teremos para amanhã, e o contexto mundial está longe de ajudar em sentido contrário, uma vez que os países outrora bastiões civilizatórios estão ficando cada vez mais parecidos com o Brasil, graças também ao padrão influencer que vem tomando conta de todos os aspectos da existência humana.
Dada a premissa, vamos ao debate em si. O formato dele foi ruim ao privilegiar o confronto pessoal, com o resultado esperável de dois símios atirando os próprios excrementos um no outro. Melhor tentar contê-los um pouco no próximo debate, o da Globo.
