Motoristas e cobradores da antiga Transwolff iniciaram uma greve nesta segunda-feira, 19, que afeta 67 linhas de ônibus e prejudica cerca de 267 mil passageiros na zona sul de São Paulo.
Os trabalhadores cobram esclarecimentos da prefeitura e da São Paulo Transporte (SPTrans) sobre depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros direitos trabalhistas.
A Transwolff teve o contrato rompido pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) depois de suspeitas de envolvimento da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde então, a operação das linhas passou à administração da SPTrans.
Segundo a prefeitura, a paralisação foi iniciada sem o aviso prévio de 72 horas exigido pela legislação para serviços de transporte coletivo.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a SPTrans solicitaram reforço policial para as duas garagens afetadas e acionaram o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para reduzir os impactos aos passageiros.
Pronunciamento da SPTrans
Em nota, a SPTrans informou que os salários e benefícios dos funcionários estão em dia e que os depósitos referentes ao FGTS e ao INSS são realizados integralmente em juízo. Segundo a empresa pública, os valores aguardam uma decisão judicial sobre sua destinação.
A companhia também esclareceu que o plano de saúde dos trabalhadores está em processo de contratação por licitação.
