A trajetória de Iza, 36, sempre esteve entrelaçada à imagem que projeta. No entanto, o tempo, a maturidade artística e, mais recentemente, a chegada de sua primeira filha, Nala, 2, transformaram sua relação com o espelho e o armário.
Se no início da carreira a busca por validação externa guiava suas escolhas de moda, hoje a cantora encara o vestir não enquanto um campo de expectativas alheias, mas como a extensão da própria autonomia.
A evolução reflete a transformação da artista, que experimentava estéticas na tentativa de se compreender, para uma mulher que transita com naturalidade entre os diferentes papéis: do palco às obrigações do cotidiano e à maternidade.
“No começo eu experimentava muito, usava a roupa para tentar entender quem eu era. Eu costumava me importar demais com a opinião das pessoas e me vestia pensando no que iam achar. Hoje, continuo amando estar sempre impecável, mas porque eu quero, não porque alguém espera. Não me prendo à regra nem ao rótulo. A moda serve a mim, ao que eu sinto e ao que eu quero provocar ao mundo. E isso pode mudar de um dia para o outro. Ainda bem”, diz com exclusividade à CNN Brasil.
A fusão entre Isabela e Iza
Com o passar dos anos, a fronteira entre a pessoa pública e a vida pessoal também se tornou fluida. O guarda-roupa de palco e do cotidiano deixaram de ser universos distantes, abrindo espaço para um estilo mais funcional, que prioriza o conforto sem abrir mão da imponência visual.
