O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral, deu 24h para a Meta comprovar que cumpriu a decisão que determinou que a empresa adote medidas para garantir a igualdade entre as campanhas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno. A decisão foi assinada no domingo (18.out.2026). Leia a íntegra (PDF - 28 kB).
As duas campanhas acionaram a Justiça Eleitoral contra a Meta por considerarem terem sido prejudicadas pela empresa, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.
Bellizze afirmou que os prazos determinados pelo Tribunal já acabaram e que não cabe à Meta definir prazos próprios, e elevou a multa diária para R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
O magistrado também determinou que a empresa apresente relatórios individualizados sobre os anúncios políticos.
Ele ordenou que os documentos sejam em português, uma vez que outro relatório já apresentado pela Meta tinha termos em língua estrangeira que, segundo o ministro, não diferenciava claramente as medidas executadas por determinação judicial daquelas que foram por iniciativa própria.
Distribuição de conteúdo
Na 5ª feira (15.out), Bellizze proibiu a Meta de restringir a entrega de publicações relacionadas a candidatos à Presidência da República. A medida foi tomada depois de a campanha do candidato à reeleição se queixar de restrições à distribuição de publicações nas plataformas da empresa.
