Uma paralisação de motoristas de ônibus afeta cerca de 267 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo na manhã desta segunda-feira (19). Os trabalhadores que atuavam na antiga Transwolff protestam contra supostas irregularidades trabalhistas e cobram a regularização dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de melhorias nos benefícios oferecidos à categoria.
A paralisação atinge o lote D10, responsável por linhas operadas por ônibus azuis na região. Desde dezembro de 2025, os serviços estão sob responsabilidade da SPTrans, após a Prefeitura decretar a caducidade do contrato com a Transwolff. Segundo a administração municipal, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para atender 34 linhas afetadas, e houve solicitação de reforço policial para duas garagens. O lote D11 continua operando normalmente.
Reivindicações trabalhistas
Na manhã desta segunda-feira, trabalhadores se concentraram em frente a uma das garagens da antiga Transwolff para protestar contra o que classificam como condições precárias de trabalho. Entre as reivindicações estão melhorias no vale-alimentação e em outros benefícios, além de esclarecimentos sobre os recolhimentos previdenciários e os depósitos do FGTS.
A Prefeitura classificou o movimento como ilegal, argumentando que não foi respeitado o prazo de aviso prévio de 72 horas previsto na legislação para paralisações em serviços essenciais.
