O governo dos Estados Unidos anunciou um conjunto de medidas para fortalecer a cadeia produtiva do algodão americano e ampliar sua competitividade diante de concorrentes estrangeiros, entre eles o Brasil, que em 2023 ultrapassou os EUA e se tornou o principal fornecedor global da fibra.
As ações incluem incentivos fiscais aos produtores, apoio financeiro à indústria têxtil, estímulos à demanda doméstica e iniciativas para abrir mercados internacionais, segundo documento do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Os Estados Unidos são o quarto maior produtor mundial e o segundo maior exportador da fibra, cultivada em 17 estados, em uma área de aproximadamente 4,86 milhões de hectares. A cadeia movimenta mais de US$ 21 bilhões por ano em produtos e serviços e gera ou sustenta mais de 125 mil empregos, segundo o USDA.
Entre as medidas destacadas está a ampliação dos benefícios previstos na Lei de Redução de Impostos para Famílias Trabalhadoras (Working Families Tax Cuts Act). A legislação torna permanentes determinadas deduções fiscais para investimentos em máquinas e equipamentos agrícolas e eleva para US$ 2,5 milhões o limite de compras elegíveis à dedução integral prevista na legislação tributária americana.
A lei também amplia a proteção financeira dos produtores. O governo acrescentou 30 milhões de acres-base aos programas de Cobertura de Riscos Agrícolas e de Cobertura de Perdas de Preços, que oferecem mecanismos de proteção à renda agrícola.
