A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas dele e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o jornalista Aguirre Talento, do jornal O Estado de S. Paulo, o inquérito chegou ao STF em 8 de outubro e o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator.
No STF, Flávio já é investigado em um outro inquérito aberto em julho e sob relatoria do ministro André Mendonça, que apura o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A assessoria do senador afirmou que não foi aberto um novo inquérito no STF contra ele para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Tomaz, e que o caso remetido pela PF à Corte ainda está pendente de análise. Leia a íntegra da nota abaixo.
“RELAÇÃO DE PROXIMIDADE”
A investigação começou na 1ª instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde eram apurados crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas e a utilização de casas de apostas no suposto esquema.
A Polícia Federal quebrou o sigilo telemático de Willer Tomaz e encontrou e-mails que apontavam que Flávio Bolsonaro havia sido cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade do advogado. Por causa do foro especial do senador, o caso foi remetido para o Supremo.
