A abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão deve inaugurar uma das transformações mais relevantes do setor elétrico brasileiro nos próximos anos. Mas o ponto mais interessante dessa mudança não está apenas nos milhões de novos consumidores que poderão escolher seu fornecedor. Está nas diferentes maneiras pelas quais essas pessoas e empresas poderão ser conquistadas.
Depois de quase seis anos construindo uma empresa nesse mercado, uma coisa ficou clara para mim: não existe uma única maneira de vender energia. E acredito que isso ficará ainda mais evidente quando chegarmos à baixa tensão.
O Decreto 13.097/2026 estabeleceu que consumidores comerciais e industriais atendidos em baixa tensão poderão escolher seu fornecedor a partir de novembro de 2027. Para os demais consumidores, incluindo os residenciais, a abertura está prevista para novembro de 2028.
A regulamentação também prevê parâmetros para produtos padrão e preços de referência, facilitando a comparação entre ofertas. É justamente aí que começa uma nova disputa.
Quando milhões de consumidores passam a poder escolher, não acredito que todos tomarão essa decisão da mesma maneira. Algumas empresas poderão competir por preço.
