O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou nesta segunda-feira (19) que pediu a alguns municípios que imponham toques de recolher parciais após os protestos violentos que tomaram o país durante o fim de semana.
“Há uma situação de desordem muito localizada nos centros urbanos. Se a declaração de estado de emergência for considerada necessária, nós o faremos”, disse ele em coletiva de imprensa.
Lecornu anunciou que o governo não tem “nada a esconder” e pediu resposta rigorosa contra os manifestantes: uma “operação judicial em larga escala começa hoje.”
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, admitiu que as autoridades não conseguiram prever a dimensão dos distúrbios e ofereceu sua renúncia, mas o presidente Emmanuel Macron se recusou a aceitá-la.
França enfrenta caos após protestos violentos se espalharem pela Europa
A França enfrenta seus piores distúrbios em anos depois que protestos nacionais contra a situação da educação e o custo de vida se transformaram em uma onda de violência mortal em todo o país, provocando acusações mútuas internamente e ameaçando se espalhar para países vizinhos da Europa.
A polícia lançou gás lacrimogêneo contra multidões e entrou em confrontos com manifestantes encapuzados, vestidos de preto, que atearam fogo e invadiram lojas e prédios públicos. Imagens mostraram edifícios históricos em chamas.
