De um lado, o presidente da República que, se fosse pego mentindo, ficaria mal, muito mal na foto. Do outro, um candidato que poderia mentir à vontade, porque é o que ele faz a vida inteira, e sem ser punido. Aprendeu com o pai, condenado e preso não por mentir, mas por tentativa de golpe de Estado para abolir a democracia.
O resultado do debate da Band entre Lula, que ambiciona se reeleger, e Flávio, candidato a anistiar o pai e os demais golpistas do 8 de janeiro de 2023, foi um só: não houve debate. Lula havia se preparado para o confronto de ideias sobre os principais temas de interesse dos brasileiros. Flávio, por sua vez, preparou-se para xingar Lula e não responder a nada.
Lula foi o adulto da sala; Flávio, o moleque que se comportou como se fosse um robô treinado com a ajuda da Inteligência Artificial. Disseram-lhe que seria de bom tom, a exemplo do que fez Donald Trump uma vez, postar-se atrás do seu adversário e fazer caras e bocas para distraí-lo e irritá-lo enquanto ele falasse. E assim foi.
