O ministro da Justiça da França, Gérald Darmanin, reconheceu nesta segunda-feira (19/10) que as autoridades falharam na resposta à onda de violência que atingiu o país durante o fim de semana. Segundo ele, houve problemas nos serviços de inteligência, que não estariam suficientemente preparados para monitorar a situação ligada a grupos da ultraesquerda e delinquentes.
Darmanin afirmou que os responsáveis por saques e ataques às forças de segurança serão responsabilizados e prometeu uma resposta rigorosa da Justiça. De acordo com o ministro, 2.331 pessoas foram detidas durante o fim de semana, cerca de 70% delas maiores de idade. Mais de 80% dos casos já haviam resultado em procedimentos judiciais, e dezenas de suspeitos estavam em prisão preventiva.
Os distúrbios ocorreram durante manifestações contra o alto custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, mobilizações que ganharam força após protestos estudantis iniciados em setembro por melhores condições de ensino.
Saques e confrontos
Paris, Marselha e outras cidades francesas registraram episódios de violência, depredação de estabelecimentos comerciais e confrontos entre manifestantes e policiais. Na capital, autoridades anunciaram cerca de 350 detenções no domingo e durante a madrugada de segunda-feira, além do saque de aproximadamente 30 lojas.
Em Limoges, no sudoeste do país, um prédio da prefeitura foi incendiado durante os distúrbios.
