Beit Hanina, Territórios palestinos, 19 Out 2026 (AFP) - O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou nesta segunda-feira (19) que é obrigado a reduzir suas operações humanitárias em Gaza diante da falta de recursos, o que equivale a 500.000 pessoas sem assistência a cada mês no território devastado pela guerra.
Devido à "escassez de financiamento (...) meio milhão de pessoas perderão o acesso à ajuda alimentar", lamentou a organização da ONU em um comunicado.
Desde o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, lançada em resposta ao ataque do movimento islamista Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023, a população do território vive "em condições humanitárias extremamente difíceis", apesar da trégua iniciada há um ano.
"São decisões que precisamos tomar para garantir que nossos recursos (...) durem o maior tempo possível", explicou à AFP Shaun Hughes, diretor do PMA nos territórios palestinos, nos escritórios em Beit Hanina, um bairro de Jerusalém Oriental.
"Não é o momento de desviar o olhar do que acontece em Gaza", acrescentou Hughes. Ele destacou que quase 1,4 milhão de pessoas - de um total de 2,1 milhões - "continuam em situação de insegurança alimentar aguda e precisam de ajuda humanitária para sobreviver".
Em agosto de 2025, a Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês) da ONU declarou situação de fome em Gaza, o que Israel qualificou como "mentira".
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