Olhe para o seu celular agora mesmo. A conexão sem fio que permite você ler esta página, enviar mensagens instantâneas e navegar pelo GPS não nasceu nos laboratórios do Vale do Silício, tampouco saiu da cabeça de um engenheiro de computação tradicional. A resposta para uma das maiores revoluções tecnológicas da humanidade esteve, por décadas, escondida sob os refletores da era de ouro de Hollywood.
Nos bastidores da Segunda Guerra Mundial, enquanto estampava capas de revistas e estrelava produções milionárias, a atriz austríaca Hedy Lamarr dedicava suas madrugadas a um passatempo incomum: resolver complexos problemas de engenharia militar para derrotar o nazismo.
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A mente científica escondida sob os refletores
Antes de se tornar uma das figuras mais celebradas das telas, a jovem nascida em Viena já demonstrava um fascínio obsessivo pelo funcionamento das máquinas. Filha de uma família abastada de ascendência judaica, identidade que precisou ocultar ao longo da vida devido ao antissemitismo, ela parecia destinada aos palcos, mas mantinha a mente fixa na ciência.
Sua cartada decisiva veio após escapar dramaticamente de um casamento sufocante na Europa. Seu ex-marido, um poderoso magnata da indústria de armas com trânsito livre entre líderes fascistas, promovia jantares onde se discutiam os segredos dos armamentos mais avançados da época.
