O crescimento econômico da China se recuperou dos níveis mais baixos dos últimos três anos no terceiro trimestre de 2026. O PIB (Produto Interno Bruto) da China acelerou e registrou um crescimento de 4,5%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19).
O resultado ocorre diante das exportações em alta, que compensaram a cautela dos consumidores em gastar. Embora, analistas alertem que a crescente dependência de fatores externos esteja agravando os desequilíbrios estruturais.
O ritmo de crescimento superou as previsões do consenso, e os analistas esperam que Pequim alcance sua meta para este ano, de 4,5% a 5,0%, sem recorrer a estímulos adicionais, impulsionado por um início de ano forte e por algumas medidas recentes de apoio fiscal e monetário, ainda que modestas.
Os dados divulgados mostraram que as vendas no varejo voltaram a ficar atrás da produção industrial, enquanto o mercado imobiliário ainda se encontrava em recessão, tendo corroído significativamente a riqueza das famílias nos últimos cinco anos.
Juntamente com os dados divulgados na semana passada, que mostraram uma inflação ao consumidor moderada e um aumento de mais de um terço nas exportações, surge um quadro de uma economia cada vez mais dominante nos mercados globais, mas com dificuldades para gerar prosperidade no próprio país.
