O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deu um novo e decisivo passo na apuração de denúncias de fraudes e estelionato atribuídas à médium Maira Alexandrina Leobino Freitas, conhecida publicamente como Maira Rocha. Promotores expediram um pedido oficial para que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaure um novo inquérito policial focado em investigar supostos crimes de estelionato, falsidade ideológica e apropriação indébita.
No despacho expedido em 22 de agosto, o órgão ministerial fixou um prazo rigoroso de dez dias para que a PCDF informe formalmente as providências adotadas. O novo pedido reforça o cerco jurídico em torno da líder espiritual da Casa de Caridade Inácio Daniel, localizada em Águas Claras.
A medida junta-se a outro procedimento já instaurado pela 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), onde agentes e delegados conduzem diligências para apurar denúncias semelhantes recebidas nos últimos meses. A apuração na 11ª DP encontra-se ativa, no aguardo do cumprimento de relatórios e requisições periciais.
Cartas sob suspeita
Membros do meio espiritualista e ex-frequentadores do centro espírita denunciam que as cartas psicografadas por Maira Rocha apresentam inconsistências conceituais e erros doutrinários. Segundo os relatos, as mensagens entregues às famílias enlutadas seriam montadas a partir de dados coletados diretamente em redes sociais como Facebook e Instagram.
