O Santos encontrou no Maracanã uma resposta importante para uma das principais dúvidas em torno de sua formação: é possível reunir Neymar, Philippe Coutinho, Gabigol e Everton Cebolinha sem comprometer o funcionamento coletivo? A vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, de virada, neste domingo, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, mostrou que a aposta de Cuca tem potencial.
Também deixou claro que o talento ofensivo não elimina a necessidade de organização, especialmente quando a equipe perde a bola.
Mais do que os gols de Gabigol e Coutinho, a reação santista foi construída pela mudança de comportamento após o intervalo. O Peixe passou a aproximar seus jogadores, encontrou melhores conexões no ataque e conseguiu transformar a posse de bola em oportunidades. A melhora, porém, não apagou as dificuldades defensivas nem a falta de eficiência para ampliar o placar.
Aproximação de talentos
A principal mudança do Santos esteve na maneira como seus jogadores ofensivos passaram a se relacionar dentro de campo. No primeiro tempo, o quarteto encontrou dificuldades para superar a marcação do Fluminense. A equipe tinha qualidade para manter a posse, mas nem sempre conseguia oferecer opções próximas ao portador da bola.
Cuca identificou o problema e cobrou maior aproximação no intervalo. O ajuste permitiu que Neymar, Coutinho e Gabigol participassem de combinações mais frequentes, enquanto Gabriel Bontempo ganhou espaço na construção das jogadas.
