Helsinque, capital da Finlândia
Unsplash/Tapio Haaja
O clima é de apreensão na Finlândia, eleita o país mais feliz do mundo por nove anos consecutivos. Um inverno mais rigoroso do que o habitual se aproxima, acompanhado do orçamento de austeridade mais duro dos últimos anos.
Com eleições marcadas para abril de 2027, a discussão já não gira em torno de quanto cortar, mas de quais serviços públicos, benefícios sociais e aposentadorias sofrerão as maiores reduções.
Apesar das dificuldades econômicas, a Finlândia continua liderando o Relatório Mundial da Felicidade, que classifica os países a partir da avaliação que seus habitantes fazem da própria vida. Na edição de 2026, o Brasil apareceu na 32ª posição entre 147 países.
A dívida pública e o déficit fiscal da Finlândia estão nos piores níveis desde a década de 1990, quando uma crise bancária e o colapso da União Soviética, então um importante parceiro comercial, mergulharam o país nórdico em uma profunda recessão.
Agora no g1
Endividamento dispara desde a pandemia
Em setembro, o instituto nacional de estatísticas da Finlândia confirmou que a dívida pública havia chegado a 90,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. Antes da pandemia de covid-19, esse percentual era de aproximadamente 65%.
Para efeito de comparação, a dívida bruta do governo geral brasileiro correspondia a 82,5% do PIB em julho de 2026, segundo o Banco Central. Os indicadores, porém, seguem metodologias distintas.
País mais feliz do mundo, Finlândia enfrenta crise, pode cortar serviços públicos e benefícios
