Há razões de sobra para votar nele se você pensa como ele, ou parecido. No livro “Mito ou verdade”, de 2017, sobre o seu pai, o senador das rachadinhas e padroeiro dos milicianos expõe seu ideário sem disfarces. No texto, ele exalta o golpe de 1964 e o regime autoritário que perseguiu, prendeu e matou opositores políticos. Flávio exalta o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que levava crianças para assistirem à tortura dos pais à época da ditadura. Descreve o militar como um “homem correto, íntegro, que cumpriu seu papel de defender a pátria” e que teria sido “massacrado pela mídia”. Acusa a Comissão da Verdade, criada para apurar crimes da ditadura, de “tentar reescrever a História à luz da visão dos terroristas”. Ataca a memória de vítimas do regime e chega a sugerir que o ex-deputado Rubens Paiva teria sido morto por grupos de esquerda.
“Fica aqui o meu repúdio a essa massificação que é feita com relação ao regime militar, esquecendo-se do grande avanço econômico, social e político que tivemos”, discursou, em 2004. “Para mim, é motivo de muito orgulho e agradecimento aos militares”, reforçou, em 2009. “A esquerda, hoje no poder, insiste em falar que houve um golpe”, prosseguiu, em 2010. No ano seguinte, ele celebrou a “data especial” e disse que era preciso combater “a mentira de que houve um golpe militar”. “Todos já conhecem o posicionamento da família Bolsonaro”, acrescentou.
Pandemia da Covid-19? Aquela que matou entre nós mais de 700 mil pessoas?
