Beneficiários do Bolsa Família responderam por 67,5% do saldo de empregos formais registrado no Brasil no primeiro semestre de 2026.
Dos 765,7 mil postos líquidos gerados no país, 516,5 mil foram contabilizados entre integrantes do programa, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) obtidos pelo Metrópoles.
O resultado considera a diferença entre admissões e desligamentos no mercado formal de trabalho.
No período analisado, foram registradas 1,81 milhão de admissões de beneficiários do Bolsa Família, diante de 1,29 milhão de desligamentos, resultando em um saldo positivo de 516,5 mil postos.
Para o cálculo, foram desconsiderados os registros sem identificação da unidade da Federação.
Os números mostram a participação dos beneficiários na geração líquida de empregos formais, mas não representam a proporção de pessoas que recebem o benefício e estão atualmente empregadas.
Isso porque o levantamento considera as movimentações do mercado de trabalho durante o período, e não o total de trabalhadores com vínculos empregatícios ativos.
Na análise regional, o Sudeste concentrou a maior parcela do saldo de empregos formais entre beneficiários do Bolsa Família, com 43,4% do resultado nacional.
A região registrou saldo positivo de 224,3 mil postos entre integrantes do programa, resultado de 851,9 mil admissões e 627,6 mil desligamentos.
O Nordeste aparece em segundo lugar, com 27% do saldo nacional de empregos formais entre beneficiários.
