O novo valor do Bolsa Família começa a ser pago nesta 2ª feira (19.out.2026), depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter reajustado os benefícios em 17 de setembro. O reajuste corresponde à reposição de 15,04% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado desde o início do programa, em 2023, até agosto de 2026.
O piso mensal do programa passou de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio subiu de R$ 675 para R$ 777, alta nominal de cerca de R$ 100.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir da folha de outubro, e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. O Executivo vai ajustar o projeto de lei orçamentária de 2027, já enviado ao Congresso, para acomodar a despesa extra.
O governo Lula garantiu ter segurança sobre a sobra de caixa.
O ministro afirmou que parte do espaço fiscal usado para bancar o reajuste vem da zeragem da fila do INSS, que teria gerado sobra de recursos. Segundo ele, a medida não altera a despesa total do governo nem exige créditos fora do orçamento já previsto.
Para 2027, o impacto de R$ 22 bilhões será incorporado à proposta orçamentária ainda em tramitação no Congresso, com detalhamento previsto para o relatório bimestral de receitas e despesas do dia 24 de setembro.
