Nos últimos anos, os carros elétricos e híbridos têm ganhado espaço no mercado automobilístico. No processo decisório de trocar o veículo à combustão por uma opção menos nociva para o meio ambiente, uma das principais dúvidas dos compradores é em relação ao descarte das baterias.
A maioria delas é feita de íons de lítio e suas variantes. As baterias de lítio (LFP) dominam o mercado de carros elétricos por serem muito seguras, não esquentarem com facilidade e durarem muitos anos. Porém, a mineração do material é complicada (ele se encontra, muitas vezes, em áreas de conflito, como no Congo), e gasta quantidades enormes de água.
O fim da vida das baterias é outro problema. De acordo com especialistas, o descarte do lítio exige um controle rigoroso, seguindo diretrizes governamentais e ambientais.
Se as baterias forem descartadas diretamente no meio ambiente, como em terrenos, áreas urbanas, lixo comum ou rios, elas podem causar sérios danos ao ecossistema e à saúde da população. Os metais pesados podem contaminar o solo e a água até atingir os lençóis freáticos, comprometendo o uso dos recursos hídricos para consumo humano e irrigação agrícola.
O engenheiro eletricista Iury Bessa, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) apoiado pelo Instituto Serrapilheira, afirma que, no setor automotivo, cabe especialmente às montadoras estruturar e operacionalizar a logística reversa para o descarte das baterias.
