O debate da Band entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na noite do domingo (18/10), terminou sem uma discussão efetiva de propostas. O confronto foi marcado por ataques pessoais e provocações, cenário que domina campanha desde o primeiro turno de 2026.
No embate direto, Flávio demonstrou maior habilidade que Lula para explorar o formato e o palco do debate. Orientado pelo marqueteiro Duda Lima, o senador procurou permanecer atrás de Lula no enquadramento das câmeras enquanto o petista falava.
A estratégia irritou auxiliares do atual presidente da República, que expuseram, durante o debate e nos intervalos, o incômodo com a composição das imagens e a maneira como o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava a cena.
No conteúdo, Flávio apostou no deboche e na provocação, Lula caiu em várias das armadilhas. O senador também fugiu de perguntas incômodas e provocações do adversário. Quando não ignorava as investidas, devolvia-as com novos ataques.
A estratégia, porém, embute riscos. Ao apostar repetidamente no deboche e nos ataques diante de um adversário idoso, Lula tem 80 anos de idade e o senador 45, Flávio corre o risco de transmitir uma imagem de imaturo e, sobretudo, desrespeitoso.
Lula saiu do corner, mas perdeu oportunidades
Lula, por sua vez, começou o debate acuado pelas provocações de Flávio, com dificuldades para impor o próprio ritmo. A partir do segundo bloco, contudo, conseguiu deixar o corner e passou a adotar uma postura mais combativa.
