BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram, na noite deste domingo (18), o primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O encontro, promovido pelo Grupo Bandeirantes, foi marcado por trocas de acusações sobre corrupção, críticas às gestões petistas e ao governo de Jair Bolsonaro, além de divergências sobre segurança pública, economia e saúde.
Realizado uma semana antes da votação, marcada para 25 de outubro, o confronto foi dividido em três blocos e contou com perguntas de jornalistas e momentos de debate direto entre os candidatos.
Entre os assuntos discutidos estiveram o combate ao crime organizado, a redução da maioridade penal, o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o endividamento das famílias, o fim da escala de trabalho 6x1 e as relações do Brasil com os Estados Unidos.
Segurança pública abre confronto entre candidatos
A segurança pública foi o primeiro tema abordado. Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das penas e afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas.
O senador prometeu recuperar territórios dominados pelo crime organizado e ampliar as medidas de repressão às facções. Também criticou a política de segurança do atual governo.
Lula respondeu defendendo maior integração entre União, estados e municípios no enfrentamento à criminalidade.
