O primeiro debate presidencial do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), promovido pela Band na noite deste domingo (18), foi marcado por momentos de forte polarização, embates programáticos em segurança pública e economia, além de duras trocas de acusações pessoais. Antes do início do programa, Lula defendeu que o confronto fosse uma “aula de civilidade”, mas a dinâmica no estúdio rapidamente esquentou com provocações mútuas e desafios diretos.
Primeiro Bloco
O primeiro bloco do encontro concentrou discussões sobre segurança e corrupção. Flávio abriu as propostas da área prometendo decretar “guerra ao narcoterrorismo” caso seja eleito, classificando facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e garantindo endurecimento de penas para que líderes fiquem até 80 anos presos. Enquanto isso, Lula cobrou do Congresso a aprovação da PEC da Segurança Pública e prometeu criar imediatamente o Ministério da Segurança Pública para coordenar a integração entre estados, municípios e a União.
O clima subiu de tom quando Flávio questionou o presidente sobre as acusações da empresária Roberta Luchsinger envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), e o chamado “Careca do INSS”. Lula rebateu afirmando que o caso cabe à Polícia Federal e alfinetou a postura da família Bolsonaro frente a investigações: “O meu filho abriu sua conta, seu telefone para ser investigado.
