O mundo vive uma corrida frenética para explorar recursos valiosos, e parte desse tesouro está enterrado no Brasil. São os chamados “minerais estratégicos” ou “críticos”, recursos de disponibilidade limitada que são essenciais para várias indústrias.
Não há uma única definição para o termo, mas o grupo costuma incluir materiais que são essenciais para tecnologias avançadas, para a transição energética e para a economia digital como um todo. Elementos como níquel, cobalto, lítio e manganês, por exemplo, são cruciais para a fabricação de baterias.
Já “terras raras” é um apelido para um subgrupo desses elementos cruciais. Trata-se de 17 metais de nomes difíceis - como praseodímio, neodímio e térbio - cuja principal aplicação é na fabricação de superímãs resistentes à desmagnetização. Esses ímãs, por sua vez, são usados em drones, turbinas eólicas, carros elétricos e outras tecnologias.
Apesar do nome, esses elementos nem são tão raros assim - o cério, por exemplo, é o 25º elemento mais comum da crosta terrestre, na frente até do cobre -, mas são encontrados misturados (uns com os outros e também com impurezas) e em baixas concentrações. A separação deles é o grande desafio da exploração. (Leia mais nesta reportagem da Super.)
Continua após a publicidade
O que são as “terras raras”?
Nos últimos anos, a exploração dos minerais críticos e das terras raras se tornou uma espécie de campo de batalha geopolítico.
