O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discutiram neste domingo (18.out.2026) o rastreamento de munições e a entrada de armas ilegais no Brasil durante o debate presidencial da Band, em São Paulo.
Lula questionou Flávio sobre a proposta de retirar a identificação de munições, mecanismo que permite rastrear a origem de cartuchos utilizados em crimes.
“Por que você queria tirar a marca das balas, o número da bala, para que não fosse identificada?”, perguntou o petista.
Flávio negou ter defendido a medida. “Nunca quis tirar nada disso”, respondeu.
O senador, então, responsabilizou o governo Lula pela entrada de armamentos ilegais no país e afirmou que a falta de fiscalização nas fronteiras contribui para o domínio territorial de organizações criminosas.
“Você que não fiscaliza as fronteiras. Como é que os fuzis entram?”, questionou Flávio.
O candidato do PL também afirmou que o problema da segurança pública está relacionado às armas ilegais utilizadas por traficantes. “O problema não é arma legal, é arma ilegal que você está deixando entrar pelo país e oprimir você que mora nessas comunidades”, declarou.
Lula rebateu mencionando a flexibilização das regras de acesso a armas e munições durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “No governo deles, eles liberaram mais de 1 milhão de armas, que uma parte delas foi para o crime organizado, e 1 bilhão e 100 milhões de balas”, disse o presidente.
