Quem joga títulos modernos de mapa aberto certamente já presenciou momentos em que o cenário, ou parte dele, parece demorar para aparecer. Seja um prédio que surge do nada enquanto você dirige em alta velocidade, texturas borradas que levam segundos para ganhar nitidez ou travadinhas (o famoso stuttering) ao cruzar a fronteira de uma nova região, o carregamento demorado de objetos e texturas, conhecidos como assets, é um dos desafios técnicos mais complexos da indústria de games.
Diferente de jogos lineares em cenários fechados, os mundos abertos não podem carregar todo o universo do jogo na memória RAM ou VRAM de uma só vez. A quantidade de dados de uma cidade inteira ou de um continente vasto supera em muitos gigabytes a capacidade do hardware atual.
Por isso, os motores gráficos dependem de um malabarismo constante de dados em tempo real para manter o jogo rodando sem telas de carregamento tradicionais.
Streaming de dados em tempo real
Para criar a ilusão de um mundo contínuo e sem interrupções, os desenvolvedores utilizam uma técnica chamada "asset streaming". Em vez de manter o mapa inteiro ativo, o jogo divide o cenário em uma grade de pequenos blocos e carrega apenas a região imediatamente ao redor do jogador.
Conforme a câmera se movimenta pelo mapa, o motor precisa constantemente apagar as áreas que ficaram para trás e carregar os blocos que surgem à frente.
