O presidente da França, Emmanuel Macron, ressaltou neste domingo (18) que “nada justifica” nem “serve de desculpa” para os distúrbios e saques que ocorreram na véspera, em meio a protestos contra o aumento do custo de vida, e prometeu que os autores serão responsabilizados.
A seis meses da eleição presidencial, o caos registrado ontem nas grandes cidades da França colocou o governo sob pressão, acusado de não prever o risco de excessos.
A polícia de Paris enfrentou manifestantes e novos saques neste domingo, enquanto autoridades avaliavam os danos causados na véspera pelos distúrbios, que resultaram em quase 2,4 mil detidos e cerca de mil policiais feridos.
“Todos sentimos nesta noite raiva e vergonha. Ver as ruas de nossas cidades devastadas dessa maneira é insuportável”, lamentou Macron, que prometeu uma “ajuda rápida” aos comerciantes afetados pelos saques.
O presidente, que enfrentou várias ondas de protestos sociais e distúrbios urbanos desde 2017, pediu que não “confundam” os vândalos com aqueles que levaram às ruas reivindicações “legítimas”. Seu pronunciamento ocorreu após a oposição cobrar explicações e respostas do governo.
Macron indicou que as autoridades poderiam proibir, “se necessário”, determinadas manifestações nos próximos dias, mas não anunciou medidas drásticas.
