O desmatamento registrado na Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026 caiu 41,8% em relação ao período anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira (16). No total, a área desmatada foi de 3.335 km², o menor valor desde 1988, quando esse monitoramento começou a ser feito.
Também houve recorde de baixa no Cerrado: a área desmatada desse bioma foi de 5.516 km², o menor patamar da série histórica, iniciada em 2001. A queda foi de 23,8% entre o período anterior.
Os números fazem parte do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Inpe. Esse sistema utiliza análises detalhadas de imagens de satélite para calcular as áreas que foram desmatadas todos os anos, entre agosto e julho, e é a medição oficial de desmatamento no Brasil. O órgão também tem outra ferramenta, o Deter, que traz números menos precisos, mas com maior agilidade, e funciona como um sistema de alerta rápido para orientar medidas de fiscalização.
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Antes disso, a menor área de desmatamento na Amazônia tinha sido registrada em 2012, com 4.571 km² de mata perdidos. Já no Cerrado, o menor valor anterior da série histórica era o de 2019, com 6.319 km².
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Na comparação de quatro anos, as quedas são ainda mais notáveis: de 71,2% na Amazônia e 48,4% no Cerrado.
